Ando a beber piscinas. Sem álcool, piscinas sem álcool.
Não é que ande cheiinha de sede.
É que a minha balança avariou fixando-se num número que se situa uns poucos de quilos (friso poucos) acima do que tinha antes. Simultaneamente, os pares de calças onde me costumo encontrar quando não estou a dormir adelgaçaram. Portanto há que tomar medidas.
Fui buscar a fita métrica à caixa de costura e pus-me a ver que tal. Resultado: lindo serviço e grávida não estou.
Será da idade?
Perguntei na farmácia se é da idade. Olharam-me em modo de avaliação vertical e horizontal que não me agradou por aí além e deram-me um frasco pesadíssimo com um líquido pastoso feito de guaraná, licor de ovelhas, aloé vera, óleo de fígado de pescada (o bacalhau já era), ginseng, cera de abelhas dos prados, cola, pó de caroço de nêspera (não é daquele com que limpam peças de aviões, esse é de alperce), e mais umas coisas em letras que uma pessoa não consegue ler e ainda não usa óculos de ver ao perto (toma lá esta que não é da idade). Tudo isto, diz a farmacêutica toda fofinha para mim, tudo isto para drenar. É juntar uma porção desta poção (hum) que é mágica e que adora água, muitos litros, beba pelo menos oito litros por dia com vinte mililitros disto por cada litro e meio.
E não lhe apetece dar-me também a raíz quadrada de nabo seco do Algarve que sempre me dava para fazer menos contas, não?
Mas isto eu não lhe disse, saí cabisbaixa da farmácia com o frasco pesadíssimo da mistura que não vou repetir, espero não me ter esquecido de nenhum ingrediente.
Tenho portanto como dever alertar a sociedade que se esta situação não desencadear um problema de seca a acrescentar ao aquecimento global na península ibérica vou ali e já venho.
É que esta porcaria sabe à água da piscina da praia das maçãs, que disso lembro-me eu bem.
E passados os primeiros dias do embate, estou pr'aqui toda drenada e a balança continua avariada.
(se houver rimas inconvenientes neste texto é porque as palavras me andam a gozar)
Fui.
30/04/2014
29/04/2014
Antes de acordar
Caminho apressada debaixo da chuva miudinha que cai sem ruído. Chego ao edifício, é este o número.
A porta envidraçada está entreaberta, parece sussurrar-me. É aqui, entra.
Entro. Dentro, o ar é outro, está suspenso. O silêncio tem uma consistência musical e eu com a mão ainda na porta, devolvo-a à posição em que a encontrei.
A energia que paira neste lugar abraça-me imediatamente a existência ou estarei a sonhar? Aqui fala-se uma língua de sons mudos e cheia de significados que vêm de todos os quadrantes e que eu ainda não entendo. Falam todos ao mesmo tempo. Em silêncio.
- Em que posso ajudá-la?
A empregada da loja é uma mulher sem idade porque não traz a pressa vestida. Exibe um sorriso da cor da paz e a sua voz soa a violino, amacia-me os sentidos. Devo ter feito uma cara desajustada, desenterrada à rua e à chuva, acabada de perder a pressa, estou amputada e estou tão bem, ela continua a sorrir e eu sim, devo estar a sonhar.
- A porta. Estava entreaberta - disse por fim - vai já fechar?
- Não, não vou fechar.
As paredes estão revestidas de prateleiras com livros até ao tecto. O chão em meu redor e em todo o lado está povoado de caixas cheias, uns são novos outros velhos. Eu deito-lhes o olho, encho a vista nos mais que posso, vejo-lhes as cores das lombadas, as espessuras, os comprimentos, os títulos, que falam ao mesmo tempo, estão-me a sorrir, eu também estou, quase lhes toco, esperem, eu hei-de voltar.
Torno a encarar a elfa que habita esta floresta de silêncio e de histórias, e eu não quero acordar.
- Venho buscar um livro, deve estar aí um livro para mim.
Estavam dois. Meti-os na mala onde tinha trazido a pressa.
- Obrigada, muito obrigada.
Quando me voltei para sair, a porta continuava entreaberta. Tentei escutar-lhe um sussurro, mas passou um autocarro na rua que me atirou com os travões à cara. Saí e tornei a deixar a porta na posição.
Um dia voltarei aqui. E ficarei a ouvir as histórias todas que os livros contam, uma de cada vez.
Depois, começo a contar a minha. Ainda antes de acordar.
A porta envidraçada está entreaberta, parece sussurrar-me. É aqui, entra.
Entro. Dentro, o ar é outro, está suspenso. O silêncio tem uma consistência musical e eu com a mão ainda na porta, devolvo-a à posição em que a encontrei.
A energia que paira neste lugar abraça-me imediatamente a existência ou estarei a sonhar? Aqui fala-se uma língua de sons mudos e cheia de significados que vêm de todos os quadrantes e que eu ainda não entendo. Falam todos ao mesmo tempo. Em silêncio.
- Em que posso ajudá-la?
A empregada da loja é uma mulher sem idade porque não traz a pressa vestida. Exibe um sorriso da cor da paz e a sua voz soa a violino, amacia-me os sentidos. Devo ter feito uma cara desajustada, desenterrada à rua e à chuva, acabada de perder a pressa, estou amputada e estou tão bem, ela continua a sorrir e eu sim, devo estar a sonhar.
- A porta. Estava entreaberta - disse por fim - vai já fechar?
- Não, não vou fechar.
As paredes estão revestidas de prateleiras com livros até ao tecto. O chão em meu redor e em todo o lado está povoado de caixas cheias, uns são novos outros velhos. Eu deito-lhes o olho, encho a vista nos mais que posso, vejo-lhes as cores das lombadas, as espessuras, os comprimentos, os títulos, que falam ao mesmo tempo, estão-me a sorrir, eu também estou, quase lhes toco, esperem, eu hei-de voltar.
Torno a encarar a elfa que habita esta floresta de silêncio e de histórias, e eu não quero acordar.
- Venho buscar um livro, deve estar aí um livro para mim.
Estavam dois. Meti-os na mala onde tinha trazido a pressa.
- Obrigada, muito obrigada.
Quando me voltei para sair, a porta continuava entreaberta. Tentei escutar-lhe um sussurro, mas passou um autocarro na rua que me atirou com os travões à cara. Saí e tornei a deixar a porta na posição.
Um dia voltarei aqui. E ficarei a ouvir as histórias todas que os livros contam, uma de cada vez.
Depois, começo a contar a minha. Ainda antes de acordar.
25/04/2014
A verdade
- Tire-me a pele ao frango, tira?
- A pele ao franguinho. Com certeza, minha senhora. E quer que corte?
A mulher ao meu lado pediu ao talhante para lhe tirar a pele ao frango. E sim, corte lá se faz favor. Ele começou a operação solicitada e eu fui buscar limões que ainda faltavam cinco números para a minha vez no talho do supermercado.
Passo pelo bacalhau a pensar que ao balcão do talho há uma tendência visceral (penso que aqui visceral não podia estar mais em casa) para tratar as peças pelas variantes diminutivas. Franguinho. Entrecostozinho. Bifinhos.
Com os limões, a barra de chocolate e a garrafa de azeite na mão, regresso à área que hoje está mesmo apinhada. Os talhantes são dois e trabalham depressa para atender os pedidos. Um deles está agora de costas para a frente de atendimento, a tirar a pele a uma perna gorda, penso que de peru, apoiada na bancada marcada com golpes e ensanguentada, nada a fazer quanto a isto. E diz:
- Estará calor lá fora, ó Dinis?
- Não sei, à hora de almoço estava - o Dinis responde enquanto estica o saco com o entrecosto à cliente.
- Deve estar calor - continua o primeiro, ainda de costas para a clientela, a terminar de livrar a carne da pele - hoje toda a gente pede para tirar o casaco aos frangos.
O Dinis ri-se e pergunta à cliente do entrecosto se é mais alguma coisa, minha senhora. Não era mais nada e chega então a minha vez.
- Um peito de peru para assar, por favor - digo, enquanto ponho o ticket com o número exibido a vermelho no quadro de chamada, no pequeno recipiente de plástico em cima do balcão.
- Está bem este peitinho, está? - o Dinis ergue o pedaço acima do vidro a fim de que eu possa avaliar a peça e concluir sobre a sua adequação ao meu propósito.
- Está excelente, vai esse.
- E como vai o peruzinho, minha senhora?
- Vai assim, com o casaco vestido.
Ainda com o braço no ar segurando o pedaço de peru que vamos comer amanhã, vira a cabeça para o colega, ó João a senhora ouviu-te.
- Pois ouvi. Ouvi e gostei.
E estive vai não vai para lhe comunicar que ia usar isto para o meu blogue.
O que eu nunca lhe diria é que não faço ideia do que tinha ele em mente ao perguntar-me como vai o peru.
Se não tivesse tido a deixa do casaco vestido, teria de lhe dizer a verdade.
Vai de carro.
- A pele ao franguinho. Com certeza, minha senhora. E quer que corte?
A mulher ao meu lado pediu ao talhante para lhe tirar a pele ao frango. E sim, corte lá se faz favor. Ele começou a operação solicitada e eu fui buscar limões que ainda faltavam cinco números para a minha vez no talho do supermercado.
Passo pelo bacalhau a pensar que ao balcão do talho há uma tendência visceral (penso que aqui visceral não podia estar mais em casa) para tratar as peças pelas variantes diminutivas. Franguinho. Entrecostozinho. Bifinhos.
Com os limões, a barra de chocolate e a garrafa de azeite na mão, regresso à área que hoje está mesmo apinhada. Os talhantes são dois e trabalham depressa para atender os pedidos. Um deles está agora de costas para a frente de atendimento, a tirar a pele a uma perna gorda, penso que de peru, apoiada na bancada marcada com golpes e ensanguentada, nada a fazer quanto a isto. E diz:
- Estará calor lá fora, ó Dinis?
- Não sei, à hora de almoço estava - o Dinis responde enquanto estica o saco com o entrecosto à cliente.
- Deve estar calor - continua o primeiro, ainda de costas para a clientela, a terminar de livrar a carne da pele - hoje toda a gente pede para tirar o casaco aos frangos.
O Dinis ri-se e pergunta à cliente do entrecosto se é mais alguma coisa, minha senhora. Não era mais nada e chega então a minha vez.
- Um peito de peru para assar, por favor - digo, enquanto ponho o ticket com o número exibido a vermelho no quadro de chamada, no pequeno recipiente de plástico em cima do balcão.
- Está bem este peitinho, está? - o Dinis ergue o pedaço acima do vidro a fim de que eu possa avaliar a peça e concluir sobre a sua adequação ao meu propósito.
- Está excelente, vai esse.
- E como vai o peruzinho, minha senhora?
- Vai assim, com o casaco vestido.
Ainda com o braço no ar segurando o pedaço de peru que vamos comer amanhã, vira a cabeça para o colega, ó João a senhora ouviu-te.
- Pois ouvi. Ouvi e gostei.
E estive vai não vai para lhe comunicar que ia usar isto para o meu blogue.
O que eu nunca lhe diria é que não faço ideia do que tinha ele em mente ao perguntar-me como vai o peru.
Se não tivesse tido a deixa do casaco vestido, teria de lhe dizer a verdade.
Vai de carro.
24/04/2014
Tudo concentrado
Depois de um dia de trabalho que quase me demoliu, arrasto-me para o ginásio na esperança de 1) a energia da música me elevar deste lodo pesado a pontos altos de vibração e dançar como nunca e 2) manter-me isenta das culpas que me teriam assaltado caso tivesse cedido à tentação de me estender no sofá.
À chegada sou informada que hoje é dia de alongamentos.
Dia de alongamentos... Bem, pode ser que saia daqui mais alta, sempre quis ser mais alta, gracejei. Ninguém riu.
Hm.
A música para alongar é muito zen. Sugere água a escorrer por pedras quentes e harpas tocadas por dedos de anjo. Tililim. Tililim. Céus azuis com nuvens brancas em forma de ovelhinhas, ou coisa assim. Tentei relaxar, esquecer o trabalho.
O primeiro bocejo segurei bem.
A perna para cima, braço ao tecto. Inspira.
O desequilíbrio a querer tomar conta de mim mas não, aguentei-me.
À frente, os braços. Agora abaixo, expira. Tililim. Devagar.
O bocejo seguinte vinha mais forte e saiu mesmo, não há elasticidade para o reter quando estou com metade do corpo alongado. Desculpem, estou cansada.
Olhar para o tecto e levantar as pontas dos pés, joelhos no chão. Tililim.
Parece difícil, mas de lado é pior.
Anca no chão, apoio no cotovelo, perna para cima, esticada, a outra também. Mais. Estou a ficar com frio, quem me dera dançar.
Deitada assim de lado, as pernas esticadas no ar, um braço ao tecto, estou a tremer do esforço para não rebolar, ou será do frio, como é possível isto?, a curvatura da anca de uma pessoa é coisa real. Argh!
Rebolei. Fico de barriga para cima.
As outras, as colegas, tão direitinhas e eu nisto. Tililim.
Num esgar de dedicação, apresso-me a regressar à posição impossível. Metade no ar metade apoiada na convexidade da anca, que entretanto já me dói.
A música tão zen, tudo concentrado e eu o que queria mesmo, meus amores, era isto:
À chegada sou informada que hoje é dia de alongamentos.
Dia de alongamentos... Bem, pode ser que saia daqui mais alta, sempre quis ser mais alta, gracejei. Ninguém riu.
Hm.
A música para alongar é muito zen. Sugere água a escorrer por pedras quentes e harpas tocadas por dedos de anjo. Tililim. Tililim. Céus azuis com nuvens brancas em forma de ovelhinhas, ou coisa assim. Tentei relaxar, esquecer o trabalho.
O primeiro bocejo segurei bem.
A perna para cima, braço ao tecto. Inspira.
O desequilíbrio a querer tomar conta de mim mas não, aguentei-me.
À frente, os braços. Agora abaixo, expira. Tililim. Devagar.
O bocejo seguinte vinha mais forte e saiu mesmo, não há elasticidade para o reter quando estou com metade do corpo alongado. Desculpem, estou cansada.
Olhar para o tecto e levantar as pontas dos pés, joelhos no chão. Tililim.
Parece difícil, mas de lado é pior.
Anca no chão, apoio no cotovelo, perna para cima, esticada, a outra também. Mais. Estou a ficar com frio, quem me dera dançar.
Deitada assim de lado, as pernas esticadas no ar, um braço ao tecto, estou a tremer do esforço para não rebolar, ou será do frio, como é possível isto?, a curvatura da anca de uma pessoa é coisa real. Argh!
Rebolei. Fico de barriga para cima.
As outras, as colegas, tão direitinhas e eu nisto. Tililim.
Num esgar de dedicação, apresso-me a regressar à posição impossível. Metade no ar metade apoiada na convexidade da anca, que entretanto já me dói.
A música tão zen, tudo concentrado e eu o que queria mesmo, meus amores, era isto:
23/04/2014
A primeira vez
Francisco bate-me no vidro da porta do gabinete.
- Ainda ficas? Já não está ninguém!
- Fico um bocadinho. Até amanhã!
Estou a terminar um relatório que não faz as minhas delícias, tenho os olhos secos de fixar as células da folha de cálculo, o ecrã nunca é suficientemente grande. Mas como a hora do ginásio já passou, não há pressa.
Simultaneamente (a natureza tem destes desvios à perfeição a que nos habituou em muitas coisa, flores, por exemplo), simultaneamente, dizíamos, está o meu organismo a solicitar com muita veemência uma visita à casa de banho que por sorte se situa próxima, é só uns onze ou doze passos, espera aí um bocadinho, deixa cá escrever mais este parágrafo a explicar as coisas dos cálculos e já vamos, não sei se me estou a contorcer ligeiramente, se não estou devia.
Termino, envio o correio electrónico com as coisas que tenho de enviar a dar alegrias a toda a gente amanhã pela manhã se não ainda esta noite no aconchego do lar, para os mais empenhados, não eu, que trabalham em sessão contínua.
Ufa. Corro os onze passos alargados para a porta de salvação. Entro, fecho-a, estando sozinha não haveria necessidade, mas os automatismos que temos são assim e nunca se sabe se o Francisco ainda anda por aí.
Acto contínuo lanço a mão ao interruptor da luz. Que não responde. Estou às escuras a torcer-me, porta fechada por dentro, a fracção de segundo de atraso é nada mas a natureza nesta imperfeição que nos fez (à parte as flores, que são perfeitas) não contava com o interruptor cego, urge-me esta ansiedade, e agora, Francisco ainda estás aí?
Ele não responde, mas ainda assim. O quadro eléctrico.
O segurança já passou na ronda e, como faz sempre (grrr), e eu me esqueço sempre de lhe dizer para não fazer (grrr), desligou a merda da luz da casa de banho no quadro eléctrico.
Amanhã vou mais cedo para casa, vou vou.
(a aflição foi resolvida após um voo picado e orientado ao quadro eléctrico, situado não muito longe, a minha mão mergulha cirurgicamente no interruptor certo, alinhado no meio de alguns três mil oitocentos e trinta e nove outros interruptores uns para baixo outros para cima, mas já bem meus conhecidos, que isto não é a primeira vez, não é não)
- Ainda ficas? Já não está ninguém!
- Fico um bocadinho. Até amanhã!
Estou a terminar um relatório que não faz as minhas delícias, tenho os olhos secos de fixar as células da folha de cálculo, o ecrã nunca é suficientemente grande. Mas como a hora do ginásio já passou, não há pressa.
Simultaneamente (a natureza tem destes desvios à perfeição a que nos habituou em muitas coisa, flores, por exemplo), simultaneamente, dizíamos, está o meu organismo a solicitar com muita veemência uma visita à casa de banho que por sorte se situa próxima, é só uns onze ou doze passos, espera aí um bocadinho, deixa cá escrever mais este parágrafo a explicar as coisas dos cálculos e já vamos, não sei se me estou a contorcer ligeiramente, se não estou devia.
Termino, envio o correio electrónico com as coisas que tenho de enviar a dar alegrias a toda a gente amanhã pela manhã se não ainda esta noite no aconchego do lar, para os mais empenhados, não eu, que trabalham em sessão contínua.
Ufa. Corro os onze passos alargados para a porta de salvação. Entro, fecho-a, estando sozinha não haveria necessidade, mas os automatismos que temos são assim e nunca se sabe se o Francisco ainda anda por aí.
Acto contínuo lanço a mão ao interruptor da luz. Que não responde. Estou às escuras a torcer-me, porta fechada por dentro, a fracção de segundo de atraso é nada mas a natureza nesta imperfeição que nos fez (à parte as flores, que são perfeitas) não contava com o interruptor cego, urge-me esta ansiedade, e agora, Francisco ainda estás aí?
Ele não responde, mas ainda assim. O quadro eléctrico.
O segurança já passou na ronda e, como faz sempre (grrr), e eu me esqueço sempre de lhe dizer para não fazer (grrr), desligou a merda da luz da casa de banho no quadro eléctrico.
Amanhã vou mais cedo para casa, vou vou.
(a aflição foi resolvida após um voo picado e orientado ao quadro eléctrico, situado não muito longe, a minha mão mergulha cirurgicamente no interruptor certo, alinhado no meio de alguns três mil oitocentos e trinta e nove outros interruptores uns para baixo outros para cima, mas já bem meus conhecidos, que isto não é a primeira vez, não é não)
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