a voz à solta


Se leio, saio de mim e vou aonde me levam. Se escrevo, saio de mim e vou aonde quero.

02/04/2026

Sem título

Ali em baixo no pomar, a macieira fez abrir uma floração holística nos dois dias em que me desloquei à capital. Quem a viu e quem a vê. 
As parras, na pequena videira, desenrolaram-se a deitar imenso corpinho numa frescura do espetro do verde. Cá uma produtividade!
Não falando nos botões de ameixas a prometer um julho mais que suculento e, como nem tudo são rosas, na toupeira que engendrou montinhos de terra orientados a nascente desta vez.
Uma pessoa não se pode ausentar.

Comboios para lá e comboios para cá, saboreia-se leituras que emitem luz por dentro. Luísa Costa Gomes, senhores. Há talentos que nos esmagam, a nós, simples mortais.

Simples mortais estes que têm mas é de entrar ao teleserviço daqui a nadinha e deixar as belezas naturais para depois, pá. Beijos.