a voz à solta


Se leio, saio de mim e vou aonde me levam. Se escrevo, saio de mim e vou aonde quero.

17/08/2016

Flutuando

As coisas, a minha vida, o meu isto. Acordada nas quatro da manhã. Desfeita ou refeita, ainda não sei. Dentro do barco, já não ouço a água chapinhar no casco. Sossegou enquanto a lua grande descia, essa encontrei no deck ao frio desta noite, ao pôr a insónia ao léu. Mas não a meti no bolso. Não tenho aquilo da posse, ao menos.

(e tropeçar no Michel Vaillant que li ao entardecer, abaixo do grasnar dos gansos, admiravelmente bom regressar a Michel Vaillant)

10 comentários:

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    1. A kind of, indeed. Mas um cruzeiro pequenino.
      :-)

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    1. Especialmente quando é inesperado, caro Observador. :-)

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  3. É deitá-la fora, a insónia, para não mais voltar :)

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  4. há que manter a vontade à tona, doce Susana. a resiliência dos que nunca abandonam o navio.

    forte abraço.

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    1. Precisamente. E os momentos ao luar não servem senão para recarregar as velhas e gastas baterias, querida flor.
      Abraço de volta.

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  5. Pois eu acredito na impulsão das tuas palavras, e flutuo... flutuo.

    Um abraço muito horroroso :), querida Susana.

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    1. Ah, minha querida Teresa, flutuemos, então. Nesse abraço horroroso.
      (Tenho visto tantas vacas, Teresa...) :-)

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