Ora a pessoa que teve esta genial ideia devia ser escolhida para governar um país. Tipo este, que é maneirinho.
Numa tarde a anunciar dias tórridos no horizonte, com o peso da mochila a comprimir-me os discos vertebrais para não dizer os miolos e os sapatos novos a trincarem-me os pés, saí feliz da carruagem salpicada por dentro com poesia.
Subi as escadas, passei numa das gates de saída, arrumei o cartão sem deixar cair nada ao chão imundo e dirigi-me com a recém adquirida felicidade poética ao quiosque do café, motivada por intenções indefinidas. Olhei a pequena montra e fui logo apanhada: pedi um croissant com queijo. Afinal, tinha mais de meia hora até ao comboio para Coimbra e quatro bolachas num pacotinho tristonho dentro da mala. Quando o rapaz da caixa me entregou o recibo de pagamento, deu-me para lhe dizer Merci. Então ele olhou-me a sorrir e respondeu com uma pergunta: como se diz "de nada" em francês?
Je vous en prie, respondi.
Je vous en prie, repetiu ele.
Fiquei imediatamente ainda mais feliz e por isso tinha de vir logo contar a vossemecês, não tinha?
Sem comentários:
Enviar um comentário