Os anos passaram e uns médicos expeditos descobriram que a aspirina ainda dá para outra função: tornar mais líquido um sangue com queda para engrossar e formar os indesejáveis grumos sanguíneos.
Ora esses médicos tão reconhecidos foram que patentearam este novo uso da aspirina! Sim, patentear usos também se pode.
O caso muito polémico do remédio para a diabetes que também combate a doença da obesidade só é feioso porque o Estado Português não tinha ainda concordado em arcar com parte das custas dele para livrar as pessoas desta doença, mas apenas para aliviá-las daquela. Consequência: o fármaco não chega para as encomendas e entretanto encheu os bolsos errados.
Mas pensando bem, o Estado Português vai poder poupar uns cobres por ter menos obesidade e maleitas associadas na população.
A polémica resolvia-se com um senhor aumento na oferta do químico ao mercado, por um lado, e uma revisão urgente da lista dos medicamentos comparticipados, por outro.
Ou a obrigação das gentes é sempre sofrer e sofrer, meus senhores?
Algum equilíbrio é preciso haver, o medicamento pode e deve ser uma ajuda...mas se for para toda a vida será bom? Tenho muitas dúvidas sobre este assunto, reconheço a obesidade como doença mas custa-me que apenas se receite o químico e não tudo o resto que pode ajudar o cérebro a combater.
ResponderEliminarJulgo creio saber, os medicamentos têm de ser aprovados por autoridade competente para serem postos no mercado com determinada função, e este pode bem não ser adequado a este outro uso.
EliminarMas há muitas razões para a obesidade. Algumas têm origem no estado assumido da sociedade, por exemplo, as que se escondem nas prateleiras dos supermercados dentro das caixas de "cereais" de pequeno almoço carregados de açúcar e vazios de nutrientes, aquilo vicia os miúdos.
A prevenção será o melhor remédio, evidentemente. Mas também gostaria de ver os temas discutirem-se com mais seriedade e profundidade quando vêm a lume. Às vezes parece-me que a opinião pública é treinada para a censura alheia a qualquer custo.
Pode haver tantas camadas e tantas facetas em cada caso.
Lembro-me de uma notícia há uns anos a recriminar os pais que deixavam os filhos sem comer durante 11 horas seguidas. Pois se os miúdos dormiam 10...
Mas também eu tenho muitas dúvidas, querida CC. Ah tenho. 🙂
Bom fim de semana grande!