a voz à solta


Se leio, saio de mim e vou aonde me levam. Se escrevo, saio de mim e vou aonde quero.

14/03/2018

Também andei à Gisele

À hora de almoço disse às minhas duas filhas que quando daí a pouco chegasse ao Segundo Cliente, o António, ao receber-me, ia perguntar-me queres um café ao que eu iria responder que nunca digo não a essa pergunta específica. Depois disse-lhes que talvez ele já saiba, a tantas páginas, que é sem açúcar o meu café, mas disso não estava eu certa à hora de almoço.

Cheguei ao Segundo Cliente a escorrer chuvas da Gisele que me apanharam pelo caminho entre o estacionamento e o edifício, aquilo deve rondar uns compridos cem metros, sem chapéu-de-chuva. Hoje ninguém andou sem chapéu-de-chuva, mas o meu foi roubado (há dias), por uma das duas protagonistas do parágrafo acima, só não se sabe é qual.

Então o António aproxima-se e começa a cumprir-se
- Queres um café?
Eu sem tempo de dizer palavra, meio sacudo o cabelo, meio disfarço, ele logo continua
- Já sei, a esta pergunta não dizes que não.
E ainda, bem de seguida, eu toda calada atentando
- É sem açúcar, não é?

Quando saí, muitas horas depois, já não chovia a Gisele.

2 comentários:

  1. Que nome mais doce para se dar a uma tempestade, nem fica bem...e coitadas das Gisele que por aí há!
    ~CC~

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    1. Fica até um bocado perverso, realmente...
      Olá CC :-)

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