Chove muito, troveja e está vento. As estradas já estão alagadas com a água a dar pelo meio dos pneus e notei, quando vinha do jantar com a Carla, que o piso menos três do estacionamento do Vasco da Gama estava tipo mar, sim, fazia ondinhas.
Vinha
cheia de sede e de repente irritei-me com o automobilista que não respeitou as
prioridades e se meteu todo à minha frente no meio da chuva; dei-lhe luzes. Era
um tvde, talvez andasse à procura de algum cliente escondido pela trovoada muito confuso. Senti remorsos, engano-me quando sou intolerante. Os tvde
agora já não oferecem aguinhas nem rebuçados ou musiquinha ao gosto do freguês,
mas não foi por isso, claro. E penso que também se vão esquecendo de lavar o
carro duas vezes por dia, especialmente por dentro.