Se a voz emitida pelos altifalantes da estação de comboios, a voz que repetidamente anuncia atrasos na linha 2, na linha 6, na oito, se essa voz em vez de
agradecemos a vossa compreensão pelos incómodos causados, dissesse
solicitamos a vossa indulgência pelos atrasos causados, ninguém ia reparar.
Talvez só um menino de sete anos, um menino sossegado que observasse em redor, com a mãozinha agarrada pela de sua mãe, talvez só ele perguntasse, ó mãe o que é indulgência.
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