a voz à solta
10/04/2020
Um post por dia até ao fim do Corona - 26
Até eu, que sou capaz de ouvir, ouvir, ouvir
como não conheço ninguém (uma constatação), estou a ficar enjoada com isto de, uma pessoa após outra, após outra,
após outra, virem à televisão dizer o mesmíssimo. Já toda a gente sabe. Para além disso, os anúncios
televisivos – aos quais sim, sim, eu já conhecia o poder medonho de
cansarem muito - esses,
os que foram feitos bem novinhos para dar resposta à nova situação, passam vezes sem
conta: sobem o potencial para ainda mais insuportáveis. Diria mesmo capazes, caso a oportunidade tivesse lugar, de me levar à
loucura.
09/04/2020
Um post por dia até ao fim do Corona - 29-4
Para o caso de os meus queridos leitores (quem diz leitores
diz leitoras) não terem tido ainda a oportunidade de fazer a experiência, eu conto. Cantei os parabéns a você em português, aquela canção que todos os portugueses
com mais de quatro anos de idade conhecem, quatro? três!, e verifiquei que a minha versão, já com muitas-vezes-três anos de
experiência, levou 29 (vinte e nove) segundos. Dando-se o caso de eu ter avançado
para bis, que não avancei, sem acelerar nem abrandar no bisar (preferencialmente também sem rimar) podemos estimar com um baixo grau de incerteza
que duas vezes os parabéns a você vai situar-se nos cerca de 58 (cinquenta e
oito) segundos. E isto sem a parte das palmas.
Portanto andam por aí umas falsas notícias (mais conhecidas por fake news) sobre os vinte
segundos da lavagem das mãos para tirar o eventual coronavírus delas, sim?
Convidam-se os mais afoitos a fazer a cantoria e vir aqui comunicar o seu tempo. Sem batota, evidentemente. Ou a enviar vídeo ou áudio e eu
postarei com alegria. Cantar é que não canto em público, aviso já. (fazer um
desenho com papagaios já foi ir longe demais mas enfim).
08/04/2020
Um post por dia até ao fim do Corona - 24
Ora cá temos de novo a Catarina!
*************************
Tenho, desde que me conheço, uma enorme paixão pela Lua. Quando era miúda, achava que era especial e uma privilegiada porque Ela andava sempre atrás de mim. Quando viajava de carro, à noite, com os meus pais e irmãs, lá estava Ela. Acompanhava-me para onde quer que fosse como se estivesse a proteger-me da noite, linda e brilhante, para eu poder olhá-la e admirar a sua beleza. E na Lua Nova sentia saudades, mas sabia que em poucos dias Ela voltava. Nunca me desiludiu!
Agora sei que Ela brilha para todos e acho bem. Uma beleza assim deve ser acessível aos olhos do mundo inteiro. Mas continuo a sentir-me privilegiada por poder admirá-la da minha janela dando-me a oportunidade de conseguir fotografias como esta.
Catarina Rodrigues
07/04/2020
Um post por dia até ao fim do Corona - 23
Telefonei ao veterinário. Um pouco envergonhada, é certo. Perguntei
primeiro se por lá estava tudo bem. Estava, estava, mas com menos pessoal,
horário reduzido. Ah, que bom. Haveria, então, continuei, possibilidade de cortarem as unhas à gata devido a eu ser pouco rápida e nada
experiente no manuseamento da ferramenta e ter um medo que eu própria
sei lá de magoar a bichinha? E que desculpassem o incómodo por questão assim pouco
premente, ainda disse. Não há problema, pode passar por cá, entrega a gatinha
nas mãos dos profissionais de saúde animal e fica à porta. Os tutores não
entram, compreende, ficam lá fora.
Eu não aproveitei para informar que tutora não sou de gata
nenhuma, que isso é o quê precisamente, não. Pareceu-me desadequado em cima da
pouca vergonha que eu já tinha (não era muita vergonha, portanto era pouca).
Então optei por agradecer e desligar.
Também não informei que a gata em causa escolheu ela
própria um outro tutor, sim tutor. Foi patinha para cá e patinha para lá, um
interesse, uma atenção. Que houve uma tutoria toda ali, houve. Eis o registo em
imagens que não me deixam mentir.
Mas tenho boas notícias: apanhei-a, depois de toda
aquela interação com o seu tutor na televisão (interativa, claro), a dormir. De modo que me
enchi de coragem e, com sua licença, comecei numa pata e acabei noutra. Contam-se atualmente dezoito unhas de gato no meu logbook. Dezoito
pontinhas, por segurança.
06/04/2020
Um post por dia até ao fim do Corona - 22
Eis a prova de que, entre a minha pessoa e a grande Palmy Rego, saudosa artista que queremos DE VOLTA!!!!!!, nota-se apenas uma diferença: o detalhezito da barriga dos papagaios devido à falta de lápis de cor amarelo-sol na coleção da minha filha, mas isso perdoa-se, não perdoa-se?
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