Ou da Cláudia, se esta foi categorizada em tempestade e não na turma dos furacões ou tufões.
A Cláudia choveu para ali toda na pobre mala à porta do avião e à beira da partida. Dentro dela já não ia o computador, que a tempo retirei. O felizardo viajou no aconchego do meu lugar à janela.
O problema foi o livro. Como o deixei ficar dentro da velha mala azul-sujo, apanhou a senhora molha da Cláudia, que trespassou em grande para os meus pertences. Coitadinho, vinha ensopado. Um livro que custou caro, está devidamente marcado e sublinhado, anda a estudar comigo há vinte meses e prepara-se para outro tanto e não mais, pois aqui a viajante incauta pretende passar nos exames todos à primeira.
É o que dá o querido aeroporto de Lisboa abençoar as malinhas que à porta do avião são desviadas para a barriga do mesmo e ficam ao relento sabe-se lá quanto tempo à espera dos handlings, pá.
Poças.
(Manuel Cargaleiro é o nome do avião, um A320 neo, para o caso de interessar)