Gosto muito de
saber que os neutrinos sempre têm massa. Mas se não a tivessem eu gostava na mesma, os neutrinos intrigam-me, encantam-me e mais coisas, mas hoje não. Que
oscilam, não me admiro. Vindos do sol a abrir, trazem o fogo no rabo (quem
tem massa tem rabo, suponho), atravessam o que for preciso sem olhar para trás (se olhos não for o caso, fica a metáfora),
mas isto sou eu a inventar. O que gostava muito de saber a seguir, se os senhores não se importassem, é qual a probabilidade de,
ao longo de uma vida humana, um neutrino mais gordinho, vamos supor, todo oscilante, colidir às cegas (os olhos já se sabe)
com uma célula das nossas, coitadinha, está visto que apanhará o susto da sua vida, e eu queria saber se a colisão é tal que faz apenas cócegas à gente ou se é valente e pode mesmo deslocar do lugar (do pé para a mão, por exemplo), a célula atordoada ou, pior, mudar-lhe as funções sem mais nem ontem, depois de tantos anos de especialização no ofício. Ou seja, que quantidade de energia traz o neutrino afinal, o rechonchudo, no lombo? Lombo de neutrino, se faz favor. Lombinho? pode ser. Sim, com massa. E na brasa, que eu ainda não jantei.
(Post terminado a martelo, para ficar pequenino como o seu mentor, ainda que maciço - ah maroto!, quem diria, uma coisita de nada e vai-se a ver pimba, massa com ele! - e não, o acabar do post, para evitar que continuem a chover tolices, como pode ter parecido.)